Os principais índices acionários de Wall Street apresentaram queda nesta quinta-feira, 12 de março de 2026. O petróleo subiu mais de 9%, o que gerou preocupações com a inflação e levou os investidores a reavaliar as expectativas de cortes na taxa de juros dos Estados Unidos.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado “como uma ferramenta de pressão”. Os preços do petróleo bruto dispararam após dois petroleiros serem atingidos em águas iraquianas, em supostos ataques iranianos, parte de uma série de ataques a instalações petrolíferas e de transporte no Oriente Médio. O Irã havia alertado que os preços poderiam chegar a US$ 200 o barril.
O Goldman Sachs adiou a previsão para o próximo corte de juros do Federal Reserve para setembro, em comparação com a expectativa anterior de junho. Por volta das 11h55, horário de Brasília, o Dow Jones caía 1,28%, a 46.811 pontos. O S&P 500 recuava 1,21%, a 6.694 pontos, enquanto o Nasdaq tinha queda de 1,63%, a 22.346 pontos.
O petróleo Brent Futuros de maio de 2026, referência global, subia mais de 9%, a US$ 100,47 o barril. O WTI Futuros de abril de 2026, referência nos EUA, também registrava alta de mais de 9%, a US$ 95,83 o barril. O índice de volatilidade VIX, que mede o medo de Wall Street, subia para 26,50.
Os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global, a maior liberação de reservas emergenciais da história, para reforçar o fornecimento e conter a alta dos preços causada pela guerra no Oriente Médio. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, anunciou que os Estados Unidos liberarão 172 milhões de barris de petróleo da reserva estratégica para tentar reduzir os preços.
A AIE destacou que o mundo enfrenta a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, com a oferta global prevista para cair 8 milhões de barris por dia em março. As ações da American Airlines e da United caíam mais de 2% e mais de 3%, respectivamente. As ações das empresas de cruzeiros Norwegian e Royal Caribbean também desvalorizavam mais de 3% e 5%, respectivamente.
Os investidores estão analisando o mercado de crédito privado de aproximadamente US$ 2 trilhões, após problemas recentes. A Partners Group alertou que as taxas de inadimplência do crédito privado poderiam dobrar nos próximos anos. As ações do Morgan Stanley caíam mais de 3% após a empresa limitar os resgates em um de seus fundos de crédito privado. O JPMorgan Chase reduziu o valor de alguns empréstimos a fundos de crédito privado e caía mais de 2%.
Entre os dados econômicos, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caiu na semana passada, o que pode aliviar os temores sobre o mercado de trabalho. Os pedidos iniciais caíram em 1.000, totalizando 213.000 na semana encerrada em 7 de março, conforme informado pelo Departamento do Trabalho. Economistas esperavam 215.000 pedidos.
A inflação anual nos Estados Unidos permaneceu em 2,4% em fevereiro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor divulgado na quarta-feira. Em termos mensais, os preços subiram 0,3% em fevereiro, um ritmo mais acelerado do que os 0,2% registrados em janeiro.

