Israel anunciou que eliminou terroristas de um grupo extremista aliado do Irã durante um ataque no Líbano na madrugada de quinta-feira, 12 de março de 2026.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou tomar “territórios” no Líbano se o grupo rebelde Hezbollah não cessar os ataques contra Israel. Katz advertiu o presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmando que, se o governo libanês não controlar o território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte, Israel tomará medidas por conta própria.
Katz também ordenou que o Exército se preparasse para “expandir” as operações no Líbano, onde soldados israelenses já atuam ao longo da fronteira. Israel tem acumulado tropas e tanques na região, com relatos de ataques terrestres em cidades do extremo sul do Líbano.
Desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, Israel e Hezbollah têm trocado ataques. O Hezbollah, aliado do regime iraniano, disparou cerca de 200 mísseis contra o território israelense na noite de quarta-feira, 11 de março, o que foi considerado o “maior bombardeio” do grupo desde o início do conflito. O Exército israelense relatou que houve “apenas dois ou três impactos diretos”.
Além das investidas terrestres, Israel realiza bombardeios diários contra o Líbano, especialmente em Beirute, e já efetuou mais de 500 ataques aéreos contra alvos do Hezbollah.
A escalada das ameaças ocorre em meio a um aumento dos bombardeios de ambos os lados. Israel e Hezbollah tinham um cessar-fogo desde a guerra mais recente, que durou de outubro de 2023 a outubro de 2024, mas a trégua foi rompida em 1º de maio devido ao início do conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã.


