CPMI do INSS remarca depoimentos de Leila Pereira e diretores de bancos

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS remarcou para a próxima semana os quatro depoimentos que estavam agendados para esta quinta-feira (12). Entre os convocados estão a presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa, Leila Pereira; o CEO do Banco C6 Consignado S.A., Artur Ildefonso Brotto Azevedo; a diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Lea Bressy Amorim; e o tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Paulo Gabriel Negreiros de Almeida.

No início da reunião, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), leu as justificativas apresentadas pela defesa dos convocados. A defesa de Leila Pereira alegou que uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, teria facultado a obrigatoriedade de comparecimento ao colegiado na data prevista.

Viana criticou essa interpretação, afirmando que a decisão de Dino suspendeu apenas a “quebra de sigilo fiscal em bloco”, mas manteve a necessidade do comparecimento ao colegiado. “Esta presidência, diante de mais uma interferência do Supremo Tribunal Federal no trabalho deste Parlamento e desta Comissão Mista de Inquérito, não tem outra alternativa senão designar, pela terceira vez, uma data para a oitiva da senhora Leila Pereira”, afirmou, agendando a nova audiência para a próxima quarta-feira (18).

O depoimento de Artur Ildefonso Brotto Azevedo foi remarcado para a próxima quinta-feira (19). Viana mencionou que, apesar de uma decisão do ministro do STF André Mendonça estabelecer a obrigatoriedade da presença do convocado, Azevedo alegou compromissos previamente agendados perante o conselho de administração do banco.

Lea Bressy Amorim apresentou um atestado médico e ficará afastada de suas funções até o dia 15 de março. Após essa data, Viana determinou que uma perícia médica seja realizada para confirmar o restabelecimento de saúde e, caso favorável, a oitiva ocorrerá também na próxima quinta-feira (19).

Por fim, Viana explicou que Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, tesoureiro da CBPA, está preso e que a CPMI ainda não obteve autorização do ministro André Mendonça para que ele possa comparecer à CPI.

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