Pesquisadores descobriram um fóssil incomum nos Estados Unidos que pode indicar a existência de um tiranossauro gigante ainda pouco conhecido pela ciência. A descoberta foi publicada na revista científica Scientific Reports nesta quinta-feira, 12 de março de 2026.
O material analisado é uma tíbia fossilizada, um osso da perna, encontrada na Formação Kirtland, no estado do Novo México. Essa formação geológica data de cerca de 74 milhões de anos, durante o período Cretáceo. As dimensões do osso chamaram a atenção dos cientistas.
“Foi algo como: ‘uau… isso é realmente grande’. Eu tinha outro osso de tiranossauro na mesa ao lado, um fêmur, e ficou claro que este animal era maior, mais robusto e mais massivo”, afirmou Nicholas Longrich, paleontólogo da Universidade de Bath, no Reino Unido, e um dos autores do estudo.
A tíbia mede 960 milímetros de comprimento e 128 milímetros de diâmetro, um tamanho comparável ao de alguns dos maiores tiranossauros conhecidos. Os autores do estudo estimam que o animal poderia pesar cerca de 4,7 toneladas, o que o tornaria o maior tiranossauro conhecido dessa época específica do Cretáceo.
“Estamos tentando resolver o quebra-cabeça de onde vieram esses tiranossauros gigantes, e essas descobertas são pequenas peças que vão ajudando a revelar o quadro completo”, acrescentou Longrich.
A análise revelou características anatômicas importantes. O formato do osso, com eixo relativamente reto e extremidade inferior triangular, é semelhante ao observado em tiranossauros mais avançados, como o Tyrannosaurus rex. Por causa dessas características, os pesquisadores sugerem que o animal pode ter sido um membro inicial do grupo Tyrannosaurini, que inclui alguns dos maiores predadores que já viveram na Terra.
A descoberta também reforça uma hipótese discutida por paleontólogos: a de que os tiranossauros gigantes podem ter surgido no sul da América do Norte, região que hoje corresponde ao sul dos Estados Unidos. Outros fósseis importantes encontrados no Novo México e no Texas, como o dinossauro Tyrannosaurus mcraeensis, também apontam para essa possibilidade.
Apesar disso, os cientistas ressaltam que ainda são necessários mais fósseis para confirmar exatamente qual espécie o osso representa. “Precisamos de material fóssil melhor, idealmente um crânio, ou pelo menos outros restos grandes semelhantes aos de Tyrannosaurus da mesma idade”, explicou Longrich.


