O número de norte-americanos que solicitaram novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada. Essa redução pode ajudar a amenizar os temores sobre a deterioração do mercado de trabalho, após um declínio inesperado no nível de emprego em fevereiro.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego diminuíram em 1.000, totalizando 213.000 na semana encerrada em 7 de março, conforme dados ajustados sazonalmente, divulgados pelo Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (12). Economistas consultados previam 215.000 pedidos para a última semana.
Os pedidos têm se mantido em uma faixa de 199.000 a 232.000 neste ano, em meio a baixas demissões, e permanecem em níveis compatíveis com um mercado de trabalho estável. Na semana passada, o governo informou que foram fechadas 92.000 vagas de emprego fora do setor agrícola em fevereiro, marcando a sexta queda desde janeiro de 2025 e a segunda maior.
A redução no número de pedidos foi atribuída a fatores como o inverno rigoroso, uma greve dos trabalhadores do setor de saúde e ajustes após uma abertura forte em janeiro. Além disso, há uma hesitação geral das empresas em aumentar o número de funcionários, devido à incerteza das tarifas de importação e à integração da inteligência artificial em algumas funções de trabalho.
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas do ex-presidente Donald Trump, que foram adotadas com base em uma lei destinada a emergências nacionais. Em resposta à decisão, Trump impôs uma tarifa global de 10%.
A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que elevou os preços do petróleo e da gasolina, representa um risco negativo para o mercado de trabalho, segundo economistas. A alta dos preços da gasolina e a volatilidade do mercado de ações devem impactar os gastos dos consumidores e reduzir a demanda por trabalhadores.

