Tensões no Golfo: aliados dos EUA hesitam em entrar na guerra

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Os países do Golfo enfrentam um momento delicado devido à escalada de tensões no Oriente Médio. Ataques atribuídos ao Irã em diversas partes da região parecem ter como objetivo pressionar pela saída dos Estados Unidos do Oriente Médio.

Enquanto isso, Washington e Israel tentam convencer parceiros árabes a se posicionarem de forma mais firme contra Teerã. Apesar da pressão crescente do presidente Donald Trump e de um alerta sobre possíveis “consequências” feito pelo senador americano Lindsey Graham, muitos governos do Golfo permanecem relutantes em se envolver diretamente no conflito.

Se o confronto se intensificar, a Arábia Saudita, considerada a principal potência regional entre os países árabes do Golfo, poderia enfrentar combates em várias frentes. Entre os riscos está uma intensificação dos ataques dos rebeldes houthis no Iémen, grupo alinhado a Teerã que já atingiu rotas marítimas estratégicas próximas à entrada do Golfo.

Além da ameaça militar, líderes da região também expressam preocupação com possíveis ataques à infraestrutura civil. Em uma área marcada pela escassez de água, instalações de dessalinização são essenciais para o abastecimento de milhões de pessoas. Recentemente, uma usina de dessalinização na Ilha de Qeshm, no território iraniano, foi atingida.

Em resposta, forças iranianas lançaram um ataque com drones contra uma instalação semelhante no Bahrein. Analistas alertam que esse tipo de troca de ataques pode rapidamente ampliar os danos à infraestrutura vital do Golfo, aumentando o risco de uma crise humanitária e econômica na região.

“Regime do Irã não depende da figura de Khamenei, diz especialista.”

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