A Justiça negou o pedido de liberdade da advogada Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), presa na operação que investiga o núcleo político do Comando Vermelho no estado.
Adriana está entre os oito investigados detidos na operação, que apura a suspeita de que o grupo auxiliava a organização criminosa na movimentação de dinheiro e na logística do tráfico de drogas. A operação foi deflagrada em fevereiro e também cumpriu mandados em outros estados, com nove investigados ainda foragidos.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o habeas corpus solicitado pela defesa, mantendo a prisão preventiva da advogada. A decisão foi publicada na terça-feira, 10 de março.
A defesa de Adriana recorreu ao STF após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também ter negado a soltura. No recurso, os advogados argumentaram que não havia motivos para a manutenção da prisão preventiva e pediram a revogação da medida.
Durante a análise, Moraes entendeu que o STF não poderia julgar o pedido, pois as instâncias anteriores não haviam sido esgotadas. Assim, decidiu não conceder o habeas corpus, mantendo a decisão que negou a liberdade da investigada.
A operação, denominada Operação Erga Omnes, foi iniciada em 20 de fevereiro e resultou na prisão de diversos investigados, além da apreensão de carros de luxo, dinheiro em espécie e documentos. A polícia informou que nove suspeitos continuam foragidos, incluindo o suposto líder do grupo.
A prisão de Adriana foi fundamentada em indícios de sua participação nos crimes, com base em provas coletadas durante as investigações. Entre os elementos citados estão a apreensão de 523 tabletes de skunk e sete fuzis, além de relatórios de inteligência financeira que indicam movimentação atípica superior a R$ 70 milhões.
A Justiça também destacou o risco à ordem pública e à investigação, mencionando que o grupo atuava de forma interestadual e possuía significativa capacidade financeira e operacional. Há indícios de tentativas de infiltração em estruturas do Estado para obter informações sigilosas sobre investigações.


