Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, pela Quaest, mostra que 49% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 43% afirmam confiar na Corte. Essa queda de sete pontos em relação ao levantamento anterior reflete o desgaste causado pelas investigações que envolvem ministros do tribunal e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Os números foram discutidos no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal. O escândalo ganhou novas repercussões após revelações que atingem os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além de decisões recentes do STF relacionadas à condução das investigações.
O colunista Mauro Paulino comentou que a pesquisa confirma uma crescente desconfiança institucional no país. Para ele, o caso Master reforçou dúvidas existentes sobre o funcionamento do Judiciário, especialmente por envolver diretamente ministros do Supremo, o que amplifica esse efeito.
O impacto político do escândalo também foi analisado. A pesquisa indica um empate numérico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno, ambos com 46% das intenções de voto. Paulino observa que o contexto desfavorável tende a beneficiar a candidatura que critica o Judiciário.
A responsabilidade de conduzir o tribunal em meio ao escândalo recai sobre o presidente da Corte, Edson Fachin. Nos bastidores, há divergências sobre como lidar com o desgaste público. Uma ala defende apoio aos ministros envolvidos, enquanto outra sugere um afastamento temporário para preservar a imagem da instituição.
Paulino ressalta que qualquer decisão de Fachin terá consequências políticas em um ambiente polarizado. A pesquisa também revela que 65% dos brasileiros já ouviram falar ou acompanham o escândalo, um índice alto para temas políticos, indicando que o caso se tornou central na agenda pública.
O comportamento do Supremo na condução das investigações será monitorado de perto pela opinião pública nos próximos meses.


