A Polícia Civil finalizou o inquérito sobre a morte do piloto Lurrique Ferrari durante uma apresentação no Beto Carrero World, em Penha (SC), ocorrida em novembro de 2025. O relatório concluiu que não houve indícios de crime e sugeriu o arquivamento do caso.
O acidente aconteceu durante uma apresentação de manobras acrobáticas, onde Ferrari integrava a equipe responsável pelo espetáculo. Após o acidente, ele foi socorrido e levado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, onde passou por cirurgia, mas não sobreviveu aos ferimentos.
O exame necroscópico revelou que a causa da morte foi hemorragia aguda decorrente de trauma abdominal severo provocado pelo impacto. O local do acidente foi preservado, e a moto utilizada pelo piloto foi apreendida para perícia.
A investigação incluiu a coleta de laudos médicos, necroscópicos e toxicológicos, além da oitiva de testemunhas. Os peritos analisaram a estrutura e o funcionamento mecânico do veículo, realizando testes de aceleração e frenagem, e constataram que não havia falhas mecânicas que pudessem ter causado a perda de controle da moto.
O laudo indicou que os danos encontrados eram compatíveis com o impacto do acidente e não mostravam defeitos prévios. A moto passava por inspeções periódicas antes das apresentações. O exame toxicológico não detectou álcool ou drogas no organismo do piloto, apenas medicamentos administrados durante o atendimento médico.
A Polícia Civil também investigou a possibilidade de responsabilidade criminal de terceiros, mas concluiu que não houve negligência, imprudência ou imperícia por parte da organização do espetáculo ou da equipe técnica. O acidente foi considerado um risco inerente à atividade acrobática.
O inquérito foi encaminhado ao Judiciário com a sugestão de arquivamento, a menos que novas provas surjam. O parque Beto Carrero World lamentou a morte do piloto e afirmou que ele recebeu atendimento imediato da equipe de bombeiros do parque.


