A gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, é uma condição silenciosa e comum que afeta cerca de um em cada três adultos no Brasil. O tema voltou a ser discutido com os avanços científicos no tratamento da doença. Especialistas alertam que, sem cuidados adequados, a condição pode evoluir para complicações graves.
A hepatologista Fernanda Canedo, gerente médica da Novo Nordisk, destaca que a compreensão do excesso de peso como uma doença crônica e a introdução de novas opções de tratamento eficaz ampliaram o foco para órgãos como o fígado. Ela afirma:
““A esperança vem do que aprendemos na última década. Hoje falamos em novas abordagens de cuidado direcionado baseadas em ciência, do acompanhamento multidisciplinar e programas estruturados de mudança de estilo de vida a opções terapêuticas com evidência clínica para controle do peso e de doenças associadas.””
O fígado não possui terminações nervosas de dor, o que faz com que a gordura se acumule silenciosamente ao longo dos anos. Quando surgem sintomas como cansaço ou sensação de peso abdominal, a doença pode já estar em um estágio mais avançado. Canedo recomenda que as pessoas não esperem pelos sintomas e realizem exames de sangue, ultrassonografias e testes não invasivos para identificar a gordura no fígado.
É importante buscar um cuidado personalizado, com acompanhamento médico contínuo e metas realistas. Mesmo pequenas perdas de peso podem trazer benefícios clínicos significativos. A hepatologista alerta sobre os fatores de risco, como excesso de peso, circunferência abdominal aumentada, pré-diabetes e diabetes tipo 2, colesterol e triglicerídeos elevados, apneia do sono e histórico familiar de problemas hepáticos.
Os sinais que indicam a necessidade de consultar um médico incluem alterações em exames de rotina, cansaço persistente, aumento da circunferência abdominal, roncos altos durante o sono e sinais de resistência à insulina. O consumo de bebidas alcoólicas também deve ser monitorado, pois pode agravar a condição.
A Novo Nordisk, com décadas de pesquisa em doenças metabólicas, busca transformar conhecimento científico em soluções de saúde. Canedo enfatiza:
““Seguimos apostando continuamente em inovação para ampliar essas possibilidades. Sem substituir a orientação médica, nosso papel é contribuir com ciência, educação e opções para impulsionar mudanças em saúde.””
É fundamental consultar um profissional de saúde para orientação e diagnóstico adequados sobre a gordura no fígado.


