A família de Ana, uma menina de 6 anos residente em Santarém, no oeste do Pará, enfrenta uma situação crítica após o diagnóstico de um tumor cerebral raro e agressivo.
O caso foi revelado pela mãe, Fabiane Cardoso, que é médica neurocirurgiã. Ana apresentava uma vida normal até janeiro de 2026, quando começou a sentir dores de cabeça frequentes. Inicialmente, os sintomas eram leves, mas com o tempo, as dores se tornaram mais intensas.
Preocupado com a saúde da filha, o pai decidiu levá-la para exames de imagem. Uma ressonância magnética revelou a presença de um glioma difuso da ponte, um tumor que se desenvolve na região do tronco cerebral, responsável por funções vitais do corpo. De acordo com especialistas, a localização do tumor impede a cirurgia e a doença é altamente agressiva.
““É um tumor que se espalha rapidamente e, até hoje, não existe um tratamento específico capaz de curá-lo”, relatou Fabiane.”
A expectativa de vida para casos semelhantes é limitada, levando os pais a buscar alternativas além dos tratamentos convencionais. Durante suas pesquisas, a família descobriu estudos clínicos que utilizam terapias celulares experimentais, conhecidas como CAR-T, que estão sendo testadas em centros de pesquisa no exterior.
Fabiane contatou diversas instituições internacionais em busca de uma vaga para Ana. Após várias tentativas, um centro médico na Itália respondeu positivamente, informando que poderia receber a menina para avaliação e possível início do tratamento experimental.
A instituição enviou um documento detalhando as etapas do procedimento e os custos, que foram estimados em 226 mil euros, equivalente a mais de R$ 1,2 milhão. Antes da viagem, Ana deve passar por sessões de radioterapia em Santarém.
Desde o diagnóstico, a família tem buscado informações médicas e apoio para viabilizar a ida de Ana ao exterior. A história da menina tem gerado mobilização nas redes sociais, com pessoas de diversas regiões demonstrando apoio à família na busca por uma chance de tratamento.

