Ouro fechou em queda nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, estendendo as perdas da sessão anterior, devido à valorização do dólar ante moedas rivais. O conflito no Oriente Médio avança e o mercado avalia as possíveis consequências econômicas da situação geopolítica atual.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou com queda de 1,04%, cotado a US$ 5.179,10 por onça-troy. A prata para maio também apresentou queda de 0,49%, a US$ 85,112 por onça-troy.
Em mensagem televisionada, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, ameaçou abrir novas frentes na guerra contra os EUA, caso o conflito no Oriente Médio continue. O comandante das forças navais da IRGC, Ali Reza Tangsiri, afirmou que Teerã está preparado para intensificar ações militares. Essas declarações reavivaram preocupações sobre os impactos e a duração da guerra, impulsionando o dólar e pressionando os preços do ouro.
Apesar da queda do metal precioso, analistas do ANZ Research acreditam que as perdas recentes são de curta duração. Eles afirmam:
““Embora o dólar tenha se recuperado devido ao seu status de porto seguro, essa força provavelmente será temporária, já que a moeda permanece sobrevalorizada.””
Os analistas consideram improvável que o Federal Reserve reverta sua política monetária. Nesta quinta-feira, o mercado voltou a considerar setembro como o mês mais provável para a retomada do ciclo de flexibilização monetária pelo Banco Central americano, apesar da volatilidade nas apostas, segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group.
Até dezembro, a principal expectativa (40,3%) é de que o corte acumulado da taxa básica de juros americana seja de 25 pontos-base, seguido pela manutenção (28,3%). Cortes de juros mais brandos costumam pressionar os preços do ouro.

