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Abiove e Anec monitoram suspensão de embarques de soja para a China

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) estão monitorando com preocupação a suspensão dos embarques de soja do Brasil para a China, decidida pela Cargill.

As entidades afirmam que continuam atuando de forma colaborativa e mantendo diálogo constante com as autoridades competentes e outras entidades da cadeia produtiva. O objetivo é buscar soluções que garantam a fluidez do comércio e a previsibilidade das operações, além de prezar pela segurança jurídica e fortalecer as relações comerciais internacionais.

A decisão da Cargill foi motivada pela adoção de uma inspeção mais rigorosa pelo Ministério da Agricultura do Brasil, em resposta a uma solicitação do governo chinês. Essa nova fiscalização tem dificultado o cumprimento das normas pelos comerciantes e a obtenção da autorização para o embarque do produto.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, criticou a postura da Cargill, afirmando que a empresa não foi correta ao atribuir a situação a mudanças de procedimento do ministério. Fávaro destacou que o governo chinês já havia reclamado de cargas de soja brasileira que não cumpriam o protocolo sanitário.

“O Brasil se tornou referência mundial no comércio agro pela excelência do seu sistema sanitário”, afirmou Fávaro. Ele explicou que, apesar do padrão da soja brasileira estar sendo cumprido, foram identificados 19 navios com soja contendo sementes de ervas daninhas, o que descumpre o protocolo fitossanitário acordado com a China.

As entidades Abiove e Anec reiteram a importância de garantir que os requisitos de fitossanidade sejam atendidos para evitar impactos negativos nas exportações.

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