Os preços do cacau fecharam em queda na bolsa de Nova York na sessão desta quinta-feira, 12 de março de 2026. O contrato para entrega em maio foi cotado a US$ 3.315 por tonelada, apresentando um recuo de 3,32% na sessão.
Os contratos futuros chegaram a cair para abaixo de US$ 3.300 por tonelada, em um movimento de consolidação após atingirem máximas próximas de US$ 3.450 em 10 de março. Essa alta foi impulsionada por notícias de exportações expressivas e por tensões geopolíticas.
Segundo a Reuters, processadoras locais da Costa do Marfim firmaram mais de 400 mil toneladas em contratos de exportação nos dez dias seguintes à retomada das compras, sinalizando uma retomada da atividade comercial diante das recentes quedas de preços.
Apesar disso, os fundamentos do mercado seguem pressionados pela demanda enfraquecida e pela oferta global elevada. Projetos de expansão no Nordeste do Brasil adicionariam cerca de 75 mil hectares de novas áreas de cultivo, segundo estimativa da consultoria Czarnikow, volume suficiente para suprir quase 5% da demanda global de cacau.
Para Paulo Torres, consultor da indústria cacaueira e produtor na Bahia, os atuais níveis de preços colocam em risco esses investimentos. Muitos produtores cancelaram o plano de ampliar a área de cacau neste ano, pois as cotações atuais não cobrem os custos de implantação e produção de novos plantios, tornando vários projetos no Brasil economicamente inviáveis.
Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em maio avançou 1,57%, encerrando a sessão cotado a US$ 2,919 por libra-peso, sustentado pelas tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio.
O contrato futuro do açúcar com entrega em maio encerrou a sessão cotado a US$ 14,38 por libra-peso, alta de 0,91%, embora as cotações ainda estejam abaixo das máximas de dois meses registradas no início da semana.
Os preços do algodão terminaram a sessão praticamente estáveis, com o contrato com vencimento em maio recuando 0,05%, para US$ 65,14 por libra-peso. A consultoria Safras & Mercado informou que o período atual é de entressafra para o algodão, mas há maior disponibilidade do produto.
O contrato futuro do suco de laranja para entrega em maio encerrou o dia na bolsa de Nova York cotado a US$ 1.978 por tonelada, com queda de 0,68%.


