Na quarta-feira (11), diversas tainhas, peixes de água salgada, foram encontradas mortas em um lago artificial em Jurerê Internacional, Florianópolis. O caso chamou a atenção de moradores e pescadores da região.
A mortandade ocorreu durante a retirada de macrófitas, plantas aquáticas que crescem no lago, realizada pela empresa responsável pela gestão do bairro. Um vídeo mostra trabalhadores enchendo uma retroescavadeira com os peixes mortos.
Luciano Faustino, presidente da Associação de Pescadores de Jurerê, expressou preocupação com a situação. Ele afirmou:
““A gente fica meio preocupado, porque é uma coisa estranha. É uma coisa que nunca aconteceu, e acontece agora, logo em cima da pesca da tainha.””
Faustino também sugeriu que a mortandade pode ter sido causada por um cardume que entrou no lago com a maré alta, mas não conseguiu sair quando a maré baixou.
O biólogo Emerilson Emerim, consultor da empresa Habitasul, explicou que a limpeza do lago pode ter alterado temporariamente o nível de oxigênio na água, resultando na morte dos peixes. Ele disse:
““Periodicamente, esses lagos de captação precisam ser limpos, por causa da grande quantidade de plantas aquáticas que começam a alterar a qualidade da água.””
Emerim acrescentou que a mortalidade de peixes grandes pode ocorrer devido à redução do oxigênio dissolvido na água durante a limpeza.
O lago artificial foi criado na implantação do bairro e integra o sistema de captação de água da região. A empresa responsável monitora regularmente a qualidade da água. O biólogo destacou que peixes do mar podem adentrar esses lagos em algumas situações, especialmente em canais que ligam áreas de água salgada e salobra.
A Prefeitura de Florianópolis informou que está em contato com a empresa para investigar o ocorrido e avaliar possíveis medidas. O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) declarou que não foi acionado para a ocorrência.

