O economista Bruno Corano, CEO da Corano Capital, discutiu em Nova York a influência do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo nos Estados Unidos.
Corano afirmou que o tema de geopolítica não é uma prioridade para o cidadão comum americano, que tende a se preocupar mais com questões do dia a dia. No entanto, ele destacou que a guerra tem reflexos na política interna, onde apoiadores de Donald Trump defendem suas decisões e opositores criticam o envolvimento do país em novos conflitos.
Uma preocupação compartilhada entre os americanos é a inflação. O economista ressaltou que as tensões internacionais impactam rapidamente os preços dos combustíveis, que mudam quase diariamente.
““Ontem estava um valor, hoje vai ter outro”,”
afirmou Corano, enfatizando que essa sensibilidade faz com que o consumidor perceba imediatamente qualquer turbulência no mercado de petróleo.
Corano acredita que o conflito não deve se prolongar e que o governo americano pode encerrar a operação com uma narrativa de missão cumprida. No entanto, ele alertou sobre o maior risco, que seria uma escalada inesperada, como a possibilidade de ataques com drones em território americano.
““Se isso acontecer, aí a gente dispara um conflito de proporções que ninguém esperava”,”
concluiu.


