Um parecer técnico atestou, nesta quinta-feira (12), a necessidade de demolição de parte do prédio que pegou fogo após uma explosão de gás de cozinha, no bairro do Stiep, em Salvador. O imóvel permanece interditado.
O documento elaborado por um especialista reforçou o resultado de uma vistoria realizada pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) logo após o incidente. Foi acrescentado um pavimento na lista das áreas que precisarão ser derrubadas.
Segundo a Codesal, a demolição deverá ocorrer na ala esquerda do edifício, abrangendo os apartamentos localizados no 2º, 3º e 4º pavimentos. As demais áreas do bloco poderão ser preservadas, desde que sejam realizados serviços de recuperação.
Para os apartamentos remanescentes, o parecer recomenda intervenções, como revestimentos, pintura, revisão de esquadrias e inspeção das instalações elétricas e hidrossanitárias. O documento também apresenta orientações técnicas para a execução das obras de reconstrução e reparo, além de cuidados específicos para o processo de demolição controlada da parte comprometida da estrutura.
Conforme a Codesal, o objetivo é evitar o comprometimento da estabilidade da parte que não precisará ser demolida. O processo será realizado pela Secretaria de Manutenção (Seman), que deverá isolar o acesso ao bloco vizinho na área térrea e fechar as janelas voltadas para o prédio atingido com chapas de madeirite.
Uma câmera de segurança flagrou o momento da explosão, que ocorreu no dia 27 de fevereiro, por volta das 10h, no apartamento 204. Moradores relataram que um forte cheiro de gás de cozinha já podia ser sentido pelos corredores desde as 8h. Os bombeiros foram acionados, mas só foram até o prédio após receber autorização para arrombar o apartamento onde havia o vazamento.
Após a explosão, o fogo se alastrou rapidamente pelo prédio, destruindo diversos apartamentos. Moradores criticaram os bombeiros por não esvaziar o local antes da tentativa de controlar o vazamento de gás. O Comandante-geral da corporação, Aloísio Mascarenhas Fernandes, afirmou que os militares agiram conforme treinamento.
“”De sorte que a explosão aconteceu com os nossos bombeiros atendendo à ocorrência. Foi na entrada do nosso bombeiro. Seguramente alguém acionou alguma fonte de calor e causou a explosão, com um deslocamento violento de massa de ar que atingiu essas pessoas. (…) Todo o emprego operacional foi utilizado para oferecer a melhor resposta”, pontuou.”
O amigo e advogado do dono do apartamento 204 informou que ele concedeu autorização para o arrombamento do imóvel após os relatos de escapamento de gás. O proprietário do local estava fora da cidade no momento da ocorrência. Ao todo, 16 pessoas precisaram de atendimento médico: doze moradores e quatro bombeiros, sendo que quatro moradores foram liberados ainda no local.


