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Mosquitos geneticamente modificados podem interromper transmissão de vírus por morcegos

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Cientistas da China divulgaram um estudo que apresenta resultados promissores para conter a disseminação de vírus por morcegos. A pesquisa sugere a modificação genética de mosquitos para imunizar outras espécies contra infecções, como raiva e o vírus Nipah.

Os pesquisadores testaram mosquitos para carregar saliva que poderia imunizar os morcegos, que atuam como reservatórios sem apresentar sintomas. O objetivo é reduzir o risco de transmissão para humanos. Os resultados foram publicados no dia 26 de fevereiro na revista Science Advances.

No entanto, a viabilidade dessa estratégia na natureza ainda é debatida entre os cientistas. Vacinar animais que vivem em cavernas, formam grandes colônias e percorrem longas distâncias apresenta desafios logísticos significativos.

O vírus Nipah, que pode ser transmitido por morcegos, tem uma taxa de mortalidade de até 75% entre as pessoas infectadas. Já a raiva é quase sempre fatal após o início dos sintomas.

No estudo, os pesquisadores alimentaram mosquitos Aedes aegypti com sangue que continha vacinas contra esses vírus. Os microrganismos das vacinas se multiplicaram nos insetos e alcançaram as glândulas salivares, permitindo a transmissão da imunização quando os mosquitos picavam os morcegos ou eram ingeridos por eles.

Em laboratório, morcegos, camundongos e hamsters expostos aos mosquitos desenvolveram anticorpos contra raiva e Nipah, demonstrando proteção. Os autores do estudo afirmam que não foi possível testar diretamente o vírus Nipah em morcegos devido à falta de um laboratório de biossegurança avançado. Contudo, hamsters com níveis semelhantes de anticorpos resistiram à infecção.

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