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Leitura: Engenheiro conhecido como ‘Zé Carioca’ recebia criptomoedas para armas fantasma
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Segurança

Engenheiro conhecido como ‘Zé Carioca’ recebia criptomoedas para armas fantasma

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de março de 2026 19:01
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A investigação sobre uma quadrilha que produzia armas de fogo em impressoras 3D revelou que o principal suspeito, conhecido como Zé Carioca, recebia financiamento por meio de criptomoedas para desenvolver e divulgar projetos de armamentos sem registro. As informações foram confirmadas por autoridades do Rio de Janeiro.

O homem foi identificado como Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz e é apontado como um dos responsáveis por criar modelos digitais de armas e prestar consultoria para pessoas interessadas em fabricar armamento. A operação contou com a participação da Polícia Civil do Rio, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e de órgãos de inteligência, abrangendo 12 estados.

As investigações tiveram início após um comunicado enviado ao governo brasileiro por um organismo dos Estados Unidos, conforme relatou o procurador-geral de Justiça do Rio. O grupo é acusado de produzir as chamadas “armas fantasmas”, que não possuem número de série nem registro oficial, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

Parte das armas era fabricada com plástico de alta resistência, produzido em impressoras 3D, combinado com peças metálicas. O principal modelo divulgado pela organização era uma carabina semiautomática, que pode ser fabricada quase integralmente com impressora 3D, com custo estimado em cerca de R$ 800.

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O projeto era distribuído pela internet, acompanhado de manuais, tutoriais e suporte técnico. Segundo a investigação, o suspeito utilizava criptomoedas para financiar suas atividades e recebeu recursos para participar de eventos no exterior, onde teria apresentado o projeto da arma usando máscara para esconder sua identidade.

As autoridades afirmam que o material era divulgado em redes sociais, fóruns e na dark web, com transações identificadas em plataformas de comércio eletrônico e compradores em diversos estados. Parte dos investigados teria ligação com tráfico de drogas, milícias e homicídios.

TAGGED:ArmasCriptomoedasLucas Alexandre Flaneto de QueirozMinistério da Justiça e Segurança PúblicaMinistério Público do Estado do Rio de JaneiroPolícia Civil do RioRio de Janeiro
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