Uma investigação preliminar das forças armadas dos Estados Unidos concluiu que o míssil que destruiu uma escola primária de meninas na cidade de Minab, no sul do Irã, foi disparado pelos próprios americanos. O ataque ocorreu no primeiro dia da guerra e resultou na morte de 175 pessoas, a maioria crianças.
Após o ataque, a imprensa estatal iraniana divulgou imagens do funeral das vítimas, que atraiu milhares de pessoas às ruas. Em resposta a questionamentos sobre o envolvimento americano, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que o Pentágono estava investigando e declarou:
““O único lado que ataca civis é o Irã.””
O ex-presidente Donald Trump também comentou, afirmando:
““Eles são muito imprecisos com a munição. Foi o Irã.””
No dia seguinte ao ataque, uma agência de notícias iraniana publicou imagens de um míssil atingindo um prédio militar próximo à escola. Especialistas independentes com sede na Holanda identificaram o míssil como sendo do tipo Tomahawk, de fabricação americana. O vídeo foi verificado por analistas do jornal americano “New York Times”, da rede britânica BBC e da agência Reuters, que confirmaram que apenas os Estados Unidos possuem esse tipo de míssil em conflito.
Trump, em declaração posterior, disse:
““Os Tomahawk são vendidos e usados por vários países. O Irã também tem Tomahawks. O fato de que foi um Tomahawk é muito genérico. Mas isso está sendo investigado.””
A investigação militar preliminar revelou que os EUA foram responsáveis pelo ataque, conforme fontes ouvidas pelo “New York Times”.
O jornal informou que as forças armadas americanas usaram coordenadas para o ataque baseadas em dados desatualizados da Agência de Inteligência de Defesa. A análise de imagens de satélite mostrou que até 2013, o terreno onde a escola está localizada fazia parte de um complexo da Guarda Revolucionária Iraniana. Entre 2013 e 2016, um muro separou a instalação militar do restante do terreno, que posteriormente foi destinado à recreação das crianças.
Após o ataque, 46 senadores do Partido Democrata enviaram uma carta ao secretário de Guerra, exigindo uma investigação rápida e a responsabilização dos envolvidos. Os senadores destacaram que o governo declarou guerra sem a autorização do Congresso.


