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Internacional

EUA consomem anos de munições em menos de duas semanas de guerra contra o Irã

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de março de 2026 21:03
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Em menos de duas semanas de guerra, os Estados Unidos já teriam consumido ‘anos’ de estoque de munições críticas contra o Irã, segundo informações do Financial Times divulgadas nesta quinta-feira (12).

O uso acelerado de munições tem gerado preocupações entre autoridades. De acordo com três fontes familiarizadas com o assunto, a rápida redução do estoque inclui mísseis de longo alcance Tomahawk, utilizados em ataques de precisão. Uma das fontes classificou o uso como um ‘gasto massivo de Tomahawks’.

“A Marinha vai sentir o impacto desse gasto por vários anos”, afirmou a fonte. Essas informações levantam preocupações sobre o custo crescente do conflito e a capacidade dos Estados Unidos de recompor seus estoques militares.

Em contraste, o discurso oficial da Casa Branca nega a escassez de munições. Na semana passada, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o estoque de armas defensivas e ofensivas dos Estados Unidos é suficiente para sustentar a campanha contra o Irã pelo tempo necessário.

Nesta quinta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou essa posição, afirmando que “os militares dos EUA têm munição, armamentos e estoques mais do que suficientes para atingir os objetivos definidos pelo presidente Trump e além”.

O Pentágono informou que gastou US$ 11,3 bilhões (R$ 58,7 bilhões) apenas na primeira semana da guerra contra o Irã. Esse valor foi revelado em uma reunião a portas fechadas com integrantes do Congresso e divulgado pelo The New York Times.

O valor pode ser ainda maior, pois não inclui a mobilização de tropas e equipamentos antes do início dos ataques. Em uma estimativa anterior, militares de alta patente calcularam que os EUA gastaram US$ 5,6 bilhões (R$ 29,1 bilhões) apenas nos dois primeiros dias de bombardeios.

A primeira onda de ataques utilizou armamentos como a bomba planadora AGM-154, cujo preço varia entre US$ 578 mil e US$ 836 mil. A Marinha americana comprou 3 mil unidades há quase duas décadas e, desde então, as Forças Armadas afirmaram que passariam a usar bombas mais baratas, como a Joint Direct Attack Munition (JDAM), que custa cerca de US$ 1 mil por ogiva e aproximadamente US$ 38 mil pelo kit de direcionamento.

Antes do início da guerra, o general Daniel Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, alertou Trump sobre o risco de baixas e de um conflito prolongado em caso de ataque ao Irã. Caine também expressou preocupação com o baixo estoque de munições, já pressionado pelo apoio dos EUA aos conflitos envolvendo Israel e Ucrânia.

O ataque ao Irã ocorreu em 28 de fevereiro, uma semana após o alerta. Em resposta, forças iranianas lançaram ataques contra território israelense e bases americanas no Oriente Médio.

TAGGED:conflitoDaniel CaineDonald TrumpEUAFinancial TimesGuerraKaroline LeavittmuniçõesPentágonoPete HegsethThe New York Times
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