O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) identificou o suspeito de ter atacado uma sinagoga na região de Detroit como Ayman Mohamad Ghazali, de 41 anos, nascido no Líbano. O ataque ocorreu na quinta-feira, 12 de março de 2026, na sinagoga Temple Israel em West Bloomfield, Michigan.
Segundo o DHS, Ghazali entrou nos Estados Unidos em 10 de maio de 2011, no Aeroporto Internacional Metropolitano de Detroit, com um visto de imigrante IR1 como cônjuge de um cidadão americano. Ele havia solicitado a naturalização em 20 de outubro de 2015 e obteve a cidadania americana em 5 de fevereiro de 2016.
O xerife do Condado de Oakland, Michael Bouchard, informou que um suspeito morreu após invadir a sinagoga. Ninguém ficou gravemente ferido no ataque, que poderia ter sido “muito pior”. Um veículo invadiu o prédio, atravessou as portas e percorreu o corredor, entrando completamente nas instalações.
Quando o suspeito entrou na sinagoga, seguranças presentes efetuaram disparos. Um dos seguranças foi atingido pelo veículo e ficou inconsciente, sendo levado ao hospital, onde está estável. O xerife não soube informar a causa da morte do suspeito, mas mencionou que ele portava um rifle e que houve troca de tiros.
O corpo do suspeito estava queimado, e equipes de emergência encontraram uma grande quantidade de explosivos na parte traseira do veículo. Agentes do FBI e do ATF chegaram ao local para auxiliar na investigação, que será liderada pelo departamento do xerife.
A sinagoga informou que os mais de 100 alunos matriculados no centro de educação estão seguros. Em uma publicação no Facebook, afirmaram que todos os alunos e a equipe estão localizados e seguros, e que os professores utilizaram treinamentos prévios para manter os alunos calmos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou seu apoio à comunidade judaica de Michigan após o ataque. Ele afirmou: “Fui informado, completamente informado, e é uma coisa terrível”. Autoridades israelenses também expressaram preocupação com o ataque. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, publicou no Facebook que o antissemitismo jamais deve ser tolerado.
O presidente israelense, Isaac Herzog, conversou com líderes judeus em Detroit para receber atualizações e demonstrar solidariedade. Ele descreveu o incidente como grave e sério, ressaltando que se soma a uma série de ataques a instituições judaicas ao redor do mundo.


