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Economia

Disrupção no mercado de petróleo é vitória estratégica do Irã, afirma especialista

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de março de 2026 23:47
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A disrupção no mercado global de petróleo é considerada a maior vitória estratégica do Irã até o momento, de acordo com o professor Carlos Frederico Coelho, especialista em Relações Internacionais da PUC-Rio e da Eceme. Em entrevista, Coelho destacou que o Estreito de Ormuz, crucial para o transporte mundial de petróleo, enfrenta a maior interrupção em seu fluxo comercial, impactando significativamente a economia global.

“A gente está diante da maior disrupção na área do petróleo no mundo e esse é o maior custo e a maior vitória estratégica iraniana até o momento”, afirmou o especialista. Ele explicou que as dificuldades para garantir a segurança da navegação no Estreito são enormes, uma vez que o canal navegável é extremamente estreito, tornando qualquer operação militar de escolta uma missão de alto risco.

“A gente está falando de um canal navegável ainda mais estreito do que o próprio estreito, quer dizer, para além da distância entre as margens, que já é pequena, você tem um canal navegável que é ainda menor”, detalhou Coelho.

Apesar das declarações de líderes internacionais sobre proteger a navegação na região, a ausência de escoltas militares efetivas evidencia a complexidade da situação. “Essa operação, imaginar que a Marinha Americana vai conduzir operações para permitir que esses navios passem por lá, essa é uma operação de altíssimo risco”, ressaltou.

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O professor também mencionou que o fechamento do Estreito de Ormuz foi considerado nos planejamentos estratégicos tanto dos Estados Unidos quanto de Israel. No entanto, a realidade atual sugere que não existem condições militares adequadas para garantir a segurança necessária à navegação comercial na região, representando uma significativa vantagem estratégica para o Irã no contexto geopolítico atual.

TAGGED:Carlos Frederico CoelhoEcemeEconomiaEstreito de OrmuzInternacionalOriente MédioPetróleoPUC-Rio
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