O acidente que resultou na morte do piloto Lurrique Ferrari, no Beto Carrero World, em Penha, Santa Catarina, ocorreu durante uma atividade acrobática em novembro de 2025. O relatório da Polícia Civil, divulgado na quinta-feira (12), classifica a atividade como “potencialmente perigosa” e com “riscos elevados inerentes à sua execução”.
O laudo concluiu que não houve indícios de crime e sugeriu o arquivamento do caso. A causa da morte foi identificada como hemorragia aguda decorrente de trauma abdominal severo, provocado pelo impacto com uma rampa durante a apresentação.
O relatório afirma: “Não foram identificados elementos indicativos de que a organização do evento, a equipe técnica responsável ou qualquer outro agente tenha extrapolado os limites do risco permitido inerente à atividade”.
A investigação não encontrou indícios de conduta dolosa ou culposa, nem sinais de negligência, imprudência ou imperícia por parte de terceiros. A moto utilizada pelo piloto era submetida a inspeções periódicas e não havia registro de manutenção emergencial ou defeito antes do acidente.
O documento detalha que a moto passou por uma avaliação mecânica, estrutural e eletrônica rigorosa, com testes práticos que não revelaram irregularidades que pudessem comprometer o desempenho do veículo.
A Polícia Civil analisou se houve responsabilidade criminal de terceiros e concluiu que não houve violação de dever de cuidado por parte da organização do espetáculo ou da equipe técnica. O acidente foi considerado dentro do risco inerente à atividade acrobática.
O inquérito foi encaminhado ao Judiciário com sugestão de arquivamento, a menos que novas provas surjam. Na época do acidente, o Beto Carrero World lamentou a morte do piloto e informou que ele recebeu atendimento imediato da equipe de bombeiros do parque e foi encaminhado ao hospital para procedimento cirúrgico.


