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Segurança

Policial penal Bonitão é procurado pela PF e está foragido do STF

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 04:01
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão do nome do policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como Bonitão, na Difusão Vermelha da Interpol. Ele é um dos procurados na Operação Anomalia, deflagrada na última segunda-feira (9), suspeito de ter atuado para atrasar a extradição de um traficante internacional de drogas.

Informações indicam que Bonitão está fora do país, com suspeitas de que resida nos Estados Unidos. Apesar de sua situação, ele recebeu dois salários do governo estadual em fevereiro, totalizando R$ 6.198,73, sendo R$ 2.963,99 da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e R$ 3.234,74 do Instituto de Assistência dos Servidores do RJ (Iaserj).

A Seap e o Iaserj não se pronunciaram sobre o caso até o momento. Bonitão atuou como segurança de jogadores de futebol, principalmente de atletas brasileiros que jogaram na Rússia, no início da década de 2010. Em 2014, ele foi preso na Maré, acusado de ser informante do traficante Marcelo das Dores, conhecido como Menor P, e teria sido o elo entre Menor P e o ex-chefe do tráfico na Rocinha, Antonio Bonfim Lopes, o Nem, mas foi liberado após recorrer.

Luciano Pinheiro cumpriu pena e obteve reabilitação criminal. Em agosto de 2021, ele se tornou alvo de investigação da Seap, quando o traficante Glaidson Acácio, conhecido como o faraó dos bitcoins, recebeu visitas irregulares na prisão, incluindo a de um funcionário público identificado como Luciano, que foi descoberto ser Bonitão. Ele negou ter visitado Glaidson.

Luciano foi nomeado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pelo então presidente André Ceciliano (PT) e, posteriormente, esteve cedido ao gabinete do deputado Dr. Luizinho (PP) em Brasília até fevereiro de 2025. Desde então, há relatos de que ele divide seu tempo entre o Rio e os Estados Unidos.

A operação Anomalia resultou na prisão de três pessoas, incluindo o delegado federal Fabrizio Romano e o ex-secretário de Esportes Alexandre Carracena. As investigações revelam que o grupo tentou interceder para adiar a extradição do traficante Gerel Lusiano Palm, condenado por homicídio na Holanda e investigado pelo DEA por tráfico internacional. Luciano teria recebido R$ 15 mil adiantados com a promessa de receber R$ 150 mil da advogada Patrícia Falcão caso conseguisse cancelar o processo de extradição.

Gerel foi preso pela Interpol no Rio de Janeiro em 2021 e permanece no sistema penitenciário do RJ, sem ter sido extraditado até o momento.

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