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Drones suicidas: entenda o uso dos EUA no Irã

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Os Estados Unidos têm utilizado drones suicidas, também conhecidos como drones de ataque de uso único, em conflitos recentes, incluindo os ataques ao Irã.

Esses drones são parte do sistema Lucas, que significa Low-cost Unmanned Combat Attack System, desenvolvido para missões sem retorno após o impacto no alvo. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou que esses drones foram usados pela primeira vez em combate durante os ataques ao Irã.

A força-tarefa Scorpion Strike foi criada para acelerar a implementação desses drones em operações militares. O Almirante Brad Cooper, comandante do CentCom, afirmou:

““Esta nova força-tarefa cria as condições para usar a inovação como fator de dissuasão.””

Os drones suicidas são projetados para cumprir uma única missão, transportando uma carga explosiva que detona ao atingir o alvo. Eles combinam características de drones e projéteis guiados, voando como aeronaves não tripuladas, mas sendo utilizados como munição de ataque.

O sistema Lucas tem um custo estimado de aproximadamente US$ 35 mil por unidade e é produzido pela SpektreWorks. O Irã também possui uma versão similar, chamada Shahed-136. Informações detalhadas sobre o funcionamento dos drones Lucas são limitadas, mas sabe-se que eles têm longo alcance e operam de forma autônoma.

Os drones convencionais são reutilizáveis, enquanto os drones suicidas são considerados munição, detonando ao atingir o alvo. Essa característica os torna mais baratos e simples de operar, permitindo um aumento no volume de ataques sem expor pilotos a riscos.

Além do uso pelos EUA, drones suicidas foram empregados em outros conflitos, como na guerra da Ucrânia, onde a Rússia os utilizou amplamente. O Azerbaijão também investiu em drones de combate durante o conflito em Nagorno-Karabakh.

Atualmente, não há uma regulamentação internacional específica para drones suicidas, mas o Direito Internacional Humanitário estabelece regras para diferenciar alvos civis e militares e evitar danos desproporcionais. Organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha defendem que decisões de ataque devem ter controle humano real para reduzir erros graves.

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