Um levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) identificou os cinco trechos mais perigosos das rodovias federais do Paraná. Entre janeiro e fevereiro de 2026, o estado registrou 1.190 acidentes e mais de 100 mortes, representando um aumento de quase 15% em relação ao mesmo período de 2025, que teve 1.155 acidentes e 88 mortes.
Comparando com o primeiro bimestre de 2024, que contabilizou 83 mortes, o crescimento é ainda mais expressivo, chegando a quase 22%. Os dados revelam que a maioria dos acidentes ocorre em pista reta, seca e com iluminação natural, evidenciando a falta de atenção dos motoristas.
O policial rodoviário federal Maciel Júnior destacou que a desatenção é uma das principais causas dos acidentes. “Isso mostra que o motorista não tem desculpa. Se esse motorista está desatento, ou ele está causando um acidente ou ele está agravando um acidente”, afirmou.
Os dez primeiros quilômetros da BR-277, em Paranaguá, lideram o ranking de acidentes, com 9 mortes e mais de 200 acidentes registrados entre janeiro e fevereiro de 2026. Este trecho é considerado mais “urbano”, com acidentes envolvendo pedestres, ciclistas, motos, caminhões e veículos menores.
Além da BR-277, as regiões entre os Km 110 e 120 da BR-116 e entre os Km 120 e 130 da BR-376 registraram 189 acidentes cada uma. Clodoaldo Duarte, motorista e trabalhador autônomo, comentou sobre a imprudência nas estradas: “A gente vê bastante motorista no celular, motoristas de caminhão. É muita imprudência”.
José Zanoni, entregador, também relatou a frequência de acidentes: “Todo o dia, praticamente, tem dois, três acidentes no Contorno Leste e Contorno Sul”. A PRF também destacou a preocupação com atropelamentos de ciclistas e pedestres no acostamento.
Para monitorar os trechos, os policiais utilizam drones e imagens das câmeras das concessionárias.


