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NASA avança em tecnologia para explorar oceano congelado de Europa em busca de vida

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A NASA anunciou um avanço significativo em sua busca por vida extraterrestre ao desenvolver tecnologia que permitirá a exploração do oceano escondido sob a camada de gelo de Europa, uma das luas de Júpiter. A nova tecnologia foi divulgada na última segunda-feira (10) e promete criar componentes eletrônicos capazes de operar em condições extremas, com temperaturas de até -180 °C e radiação 50 vezes mais intensa que a letal para humanos.

Os cientistas acreditam que Europa, junto com outras luas como Ganimedes, Encélado e Titã, possui oceanos de água líquida sob suas superfícies congeladas, tornando-se locais promissores para a busca de vida fora da Terra. No entanto, a exploração desses ambientes é desafiadora devido à radiação intensa e ao frio extremo, que danificam equipamentos eletrônicos convencionais.

A tecnologia desenvolvida utiliza uma liga de silício e germânio para criar chips que operam mais rapidamente em temperaturas mais baixas. Essa característica permite que os circuitos funcionem de forma mais estável, mesmo em ambientes hostis. Além disso, os novos componentes são menos suscetíveis a danos causados pela radiação, eliminando a necessidade de proteção extra.

““O avanço mais importante foi demonstrar, pela primeira vez, um sistema de comunicação por rádio que funciona plenamente a -180 °C enquanto é bombardeado por radiação intensa”, afirmou a NASA.”

Esse sistema de comunicação pode conectar sensores no fundo do oceano de Europa a um módulo de pouso ou a um satélite em órbita. A tecnologia também é aplicável em ambientes menos extremos, como a Lua e Marte, onde as temperaturas podem ser igualmente desafiadoras.

A tecnologia foi testada em laboratório em condições que simulam Europa. O próximo passo é torná-la disponível para fabricantes de eletrônicos e incorporá-la em missões reais. Os arquivos de design já estão acessíveis para futuras missões da NASA.

A sonda Europa Clipper, lançada em outubro de 2024, deve chegar a Júpiter em 2030. Seu objetivo é avaliar as condições do oceano sob o gelo de Europa para determinar se ele pode abrigar vida. A nova tecnologia é parte de um esforço para preparar uma missão futura que poderá incluir o pouso em Europa e a perfuração do gelo.

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