Quatro militares dos Estados Unidos morreram na queda da aeronave de reabastecimento KC-135 no Iraque, confirmou o Exército norte-americano nesta sexta-feira, 13 de março de 2026.
O Comando Central do Exército dos EUA informou que quatro dos seis tripulantes a bordo foram confirmados mortos enquanto os esforços de resgate continuam. As circunstâncias do incidente estão sob investigação. No entanto, a perda da aeronave não foi causada por fogo inimigo nem por fogo amigo.
A aeronave KC-135 caiu em espaço aéreo amigo no Iraque na quinta-feira, 12 de março. Seis ocupantes estavam a bordo, segundo a rede americana CBS. Até a última atualização, o governo dos EUA não havia confirmado o estado de saúde da tripulação.
A aeronave não permite ejeção, o que pode reduzir as chances de sobrevivência em caso de queda. Bases americanas na região têm sido usadas nos combates contra o Irã desde o dia 28 de fevereiro, e aeronaves dos Estados Unidos estão posicionadas na área para apoiar as operações militares.
O Comando Central afirmou que o incidente ocorreu durante a Operação Fúria Épica, conduzida contra o Irã, e que operações de resgate estavam em andamento. Duas aeronaves estiveram envolvidas no incidente, uma caiu no oeste do Iraque e a segunda pousou em segurança.
Momentos depois, a agência estatal iraniana Fars apresentou uma versão diferente, afirmando que o avião foi abatido por um míssil lançado por grupos de resistência no Iraque, com a informação de que toda a tripulação morreu.
O Boeing KC-135 Stratotanker é a principal aeronave militar de reabastecimento dos EUA, desenvolvida na década de 1950. O modelo, que tem como base o Boeing 707, entrou em serviço em 1957 e teve 803 unidades fabricadas. Além da Força Aérea dos EUA, países como Chile, Índia e Turquia utilizam o modelo.
Os KC-135 costumam ter três tripulantes: piloto, copiloto e um operador responsável pela lança de reabastecimento. Algumas missões exigem um navegador, e a aeronave pode transportar até 37 passageiros.
O site de monitoramento FlightRadar24 mostrou outro KC-135 declarando emergência antes de pousar em segurança no aeroporto de Tel Aviv na mesma quinta-feira, mas não se sabe se os dois casos estão relacionados.
Este não é o primeiro incidente com aeronaves tripuladas americanas durante a Guerra do Irã. No último dia 2 de março, três caças F-15 da Força Aérea dos EUA foram abatidos por engano pelas forças do Kuwait. Os seis pilotos conseguiram se ejetar e foram resgatados, tendo ferimentos tratados em hospitais da região.
Desde o início da guerra, sete militares americanos morreram: seis em um bombardeio iraniano no porto de Shuaiba, no Kuwait, e um na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. O Pentágono também confirmou 140 feridos em operações e a morte de um membro da Guarda Nacional por problema de saúde no Kuwait.


