Quase três semanas após o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, as consequências econômicas continuam a aumentar e há poucos sinais de alívio. O novo líder supremo de Teerã promete manter o Estreito de Hormuz fechado.
O número de vítimas segue crescendo. Nas últimas 24 horas, um soldado francês no Iraque e dois professores universitários no Líbano estão entre os mortos, além da perda de um avião-tanque de reabastecimento da Força Aérea dos Estados Unidos no oeste do Iraque.
Israel, Irã e o grupo libanês Hezbollah continuaram trocando ataques durante a madrugada desta sexta-feira (13). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA estão “destruindo totalmente” o regime do Irã. Israel informou ter atingido mais de 200 alvos no Irã nas últimas 24 horas.
O governo dos Estados Unidos emitiu na quinta-feira (12) uma nova licença permitindo que países comprem determinados produtos de petróleo da Rússia. No mesmo dia, o preço do petróleo Brent fechou acima de US$ 100 por barril (aproximadamente R$ 520) pela primeira vez desde 2022.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alertou que poderia “colocar fogo” no petróleo e no gás da região caso a infraestrutura energética e os portos iranianos sejam atacados. Trump sugeriu que tripulações de navios-petroleiros deveriam “atravessar o Estreito de Hormuz e mostrar coragem”.
Pelo menos 16 petroleiros, navios de carga e outras embarcações foram atacados no Estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã desde o início da guerra, segundo a agência marítima do Reino Unido.
Um avião de reabastecimento da Força Aérea dos EUA caiu no oeste do Iraque na quinta-feira (12), e o Exército americano informou que o incidente “não foi causado por fogo inimigo nem fogo amigo”. Não foi informado se militares dos EUA ficaram feridos ou morreram.
Mojtaba Khamenei divulgou na quinta-feira (12) sua primeira mensagem como novo líder supremo do Irã, alertando que o Estreito de Hormuz permaneceria fechado como uma “ferramenta de pressão”. O embaixador iraniano na ONU afirmou o contrário poucas horas depois.
Os principais mercados da Ásia registraram perdas nesta sexta-feira (13), acompanhando a queda observada nos mercados globais durante a noite.
Uma nova onda de mísseis foi lançada contra Israel nas primeiras horas desta sexta-feira (13), deixando dois feridos e causando danos a edifícios no norte do país. O Irã afirmou que estava disparando mísseis contra Israel e que o Hezbollah havia realizado um ataque simultâneo a partir do sul do Líbano.
Fortes explosões foram registradas em várias partes de Teerã na manhã de sexta-feira (13). O embaixador de Israel nos Estados Unidos disse que ataques atingiram postos de controle ligados a forças paramilitares do Irã. Israel também ampliou as operações contra o Hezbollah no Líbano, incluindo na capital Beirute.
Ordens de evacuação em massa no Líbano podem elevar o número de deslocados para mais de 1 milhão nos próximos dias, segundo um especialista. Países do Golfo repeliram novos ataques iranianos na manhã de sexta-feira (13), com explosões ouvidas no centro de Dubai quando sistemas de defesa aérea interceptaram um projétil.
A Arábia Saudita também interceptou dezenas de drones, enquanto sirenes soaram no Bahrein. O número de mortos e feridos civis continua a crescer, com dois professores universitários mortos em um ataque aéreo israelense a uma universidade libanesa na quinta-feira (12) e dois estrangeiros mortos em Omã na sexta-feira (13).
Três trabalhadores da Crescente Vermelha ficaram feridos no Irã. Quase 2 mil pessoas morreram no Irã e no Líbano, segundo autoridades dos dois países, além de dezenas de vítimas em outras partes da região.
Um soldado francês morreu e vários outros ficaram feridos em um ataque no Curdistão iraquiano, conforme informou o presidente da França, Emmanuel Macron, na quinta-feira (12). O ataque com drone teve como alvo uma base que abriga forças curdas e tropas da coalizão internacional.
Nenhum grupo assumiu imediatamente a responsabilidade, mas uma milícia iraquiana apoiada pelo Irã ameaçou atacar interesses franceses no Iraque e em toda a região.
O Pentágono e o Conselho de Segurança Nacional dos EUA avaliaram mal a disposição do Irã de fechar o Estreito de Hormuz em resposta aos ataques americanos, segundo várias fontes familiarizadas com o assunto. Um importante presidente de comitê do Senado dos EUA planeja realizar em breve a primeira audiência pública de supervisão sobre a guerra, com depoimentos de altos oficiais do Departamento de Defesa.


