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Governos buscam conter alta dos combustíveis após reunião com distribuidoras

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Representantes das distribuidoras de combustíveis se reuniram na noite de ontem com integrantes do governo federal. O objetivo foi discutir a necessidade de ampliar a importação de diesel para evitar problemas de abastecimento e novas pressões sobre os preços.

A sugestão foi confirmada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A avaliação dentro do governo é que, até agora, a Petrobras não fez reajustes e não há justificativa para os aumentos recentes nas bombas.

Segundo economistas e agentes do setor, o que ocorre é um mercado reagindo ao risco de falta de combustível devido à tensão no Oriente Médio. O preço do petróleo disparou nos últimos dias, com o tipo Brent negociado a 101 dólares por barril, quase 10% de alta na semana, enquanto o petróleo bruto acumula avanço próximo de 6%.

Houve um leve recuo esta manhã, já que a alta chegou a ultrapassar 8% na semana. Os preços tiveram um respiro após a decisão do governo americano de liberar por 30 dias a compra de petróleo russo que está retido no mar, uma tentativa de aumentar a oferta de combustível no mercado.

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu manter fechado o estratégico Estreito de Hormuz, rota por onde passa boa parte do petróleo mundial. Para o economista Bruno Corano, o risco é claro:

““E se a guerra se estender por minimamente mais quatro, cinco dias, eu não acho nenhum absurdo o barril passar de 120 dólares. Eu até diria que é uma tendência.””

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