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Juiz Antônio Leopoldo é preso após condenação pelo assassinato de Alexandre Martins

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira foi preso no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Vitória, após receber a condenação de 24 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) durante um julgamento realizado na quinta-feira, 12 de março de 2026.

O julgamento ocorreu 23 anos após o crime, que aconteceu em 2003. Leopoldo é o primeiro magistrado do estado a ter a perda do cargo e da aposentadoria decretadas após uma condenação por homicídio. O relator do caso, desembargador Fábio Brasil Nery, propôs a pena e a detenção, que foram aprovadas por unanimidade pelos 16 desembargadores presentes na sessão.

Após a condenação, Leopoldo passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Vitória, acompanhado por sua esposa e advogados. Ele ficou no local por menos de 10 minutos antes de ser levado ao Quartel, sem fazer declarações.

A condenação foi baseada na comprovação de que Leopoldo foi um dos mandantes do homicídio, motivado pela atuação de Martins contra o crime organizado no estado. O magistrado foi condenado por homicídio mediante pagamento ou promessa de recompensa, conforme o Artigo 121, § 2º, inciso I do Código Penal.

A defesa de Leopoldo anunciou que tentará reverter o pedido de prisão. O advogado Fabrício Campos afirmou que Leopoldo está “extremamente decepcionado” e que estão tomando as providências necessárias para recorrer da decisão.

O juiz Alexandre Martins foi assassinado em março de 2003, em Vila Velha, quando saía de uma academia. Ele tinha 32 anos e atuava em uma missão especial de combate ao crime organizado. Desde o crime, 10 pessoas foram julgadas, com nove condenações, cujas penas variam de 8 a 25 anos de prisão.

A morte de Martins foi motivada por sua atuação contra a facilitação ilegal de benefícios a presos, esquema do qual Leopoldo teria participado, concedendo benefícios irregulares e facilitando fugas. As investigações também ligaram Leopoldo a episódios de extorsão e abuso de poder.

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