A Polícia Civil de Rurópolis, no sudoeste do Pará, emitiu um alerta sobre o crime de stalking após duas prisões de homens suspeitos de perseguição repetitiva neste mês de março.
O delegado Ariosnaldo da Silva Vital Filho informou que um dos suspeitos foi preso preventivamente durante a operação “Visitas de Proteção”. Ele foi denunciado no final de 2025, após a vítima relatar que seu ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento e a ameaçava. O homem criou perfis falsos para contatá-la e monitorar seus amigos.
O segundo caso ocorreu no início de março, quando uma mulher denunciou um vizinho por invadir sua casa e monitorá-la nas ruas e no trabalho. O homem foi preso e está à disposição da Justiça.
Os primeiros casos de stalking foram registrados em 2024. Um dos autores monitorava a vítima em um posto de combustível, frequentando o local nos mesmos dias e horários que ela. Outro investigado, mesmo após decisão judicial para se afastar da ex-companheira, enviava mensagens ofensivas utilizando valores irrisórios, como R$ 0,01, após ser bloqueado.
A Polícia Civil destacou as características do crime de stalking, conforme a Lei 14.132/2021, que tipifica a perseguição reiterada que ameace a integridade física ou psicológica da vítima. Comportamentos comuns incluem mensagens constantes, ligações insistentes, monitoramento em redes sociais e criação de perfis falsos.
O delegado orienta as vítimas a não se calarem e a reunirem provas, como prints de mensagens e testemunhas. É recomendado bloquear o agressor, registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas, se necessário. Em caso de perigo iminente, a vítima deve contatar a Polícia Militar.


