Uma explosão em Teerã, na sexta-feira, 13 de março de 2026, durante uma grande manifestação anual pró-Palestina e anti-Israel, deixou ao menos uma pessoa morta. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal iraniana Irna.
Horas antes da explosão, o Exército israelense havia solicitado que moradores abandonassem duas áreas do centro da capital iraniana, próximas ao local do comício. A manifestação ocorria no 14º dia de uma guerra que afeta o Oriente Médio.
Várias explosões potentes, com intervalos curtos e de intensidade incomum, foram ouvidas na metrópole. As forças de Israel anunciaram ataques contra “as infraestruturas do regime terrorista iraniano” e pediram a evacuação das áreas mencionadas.
A emissora estatal Press TV informou que uma mulher morreu atingida por estilhaços e atribuiu as explosões a um ataque aéreo conjunto entre Estados Unidos e Israel, embora não tenha fornecido mais detalhes.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, pelo menos 1.444 pessoas morreram e 18.551 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde iraniano.
A manifestação em Teerã celebrava o Dia de Al Quds, em solidariedade aos palestinos e contra o Estado de Israel. Faixas e cartazes dos manifestantes clamavam “Morte aos Estados Unidos” e “Morte a Israel”, conforme imagens exibidas pela televisão estatal, que mostraram milhares de pessoas reunidas na Praça Ferdowsi. Alguns participantes queimaram a bandeira israelense.
O evento contou com a presença do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, que afirmou que os ataques dos Estados Unidos são fruto do “desespero”.
Enquanto isso, no Golfo, prosseguem os ataques iranianos contra monarquias petrolíferas, incluindo aquelas que abrigam bases americanas. Jornalistas da agência AFP relataram explosões em Dubai, onde o centro da cidade estava coberto por uma nuvem de fumaça. A Arábia Saudita informou ter destruído dezenas de drones, um deles direcionado ao bairro diplomático de Riad. Em Omã, duas pessoas morreram devido ao impacto de um drone, segundo a agência de notícias local.
O governo iraniano mantém um discurso desafiador desde o início do conflito. Na quinta-feira, Ali Larijani advertiu Donald Trump que a guerra “não pode ser vencida com alguns tuítes”, afirmando que não descansarão até que ele se arrependa de seu “grave erro de cálculo”.


