A Polícia Federal (PF) enviou celulares e notebooks apreendidos durante as investigações do caso Master para a Superintendência da PF em São Paulo. A medida foi tomada para “dar mais velocidade” à extração de dados e à perícia nos aparelhos.
A maior parte dos equipamentos estava concentrada em Brasília. O número exato de itens pendentes de perícia ainda é incerto, mas a PF estima que sejam entre 70 e 80 celulares, incluindo alguns pertencentes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Até o momento, apenas um aparelho do empresário havia sido periciado.
Além dos celulares, computadores e pendrives também foram enviados como parte de uma “força-tarefa” para os peritos de São Paulo. A Superintendência de São Paulo é a maior entre as unidades da PF no Brasil, contando com mais peritos especializados na extração e perícia de materiais, o que possibilita a realização de mais laudos em menor tempo.
Com base no aparelho já periciado, a PF constatou que Vorcaro participava de um grupo chamado “A Turma”, que teria sido criado para obter informações sigilosas e monitorar pessoas consideradas prejudiciais aos interesses do Banco Master. Segundo a Polícia Federal, um dos integrantes do grupo seria Luiz Phillipi Mourão, responsável por atividades de coleta de dados e monitoramento de alvos.
As investigações indicam que Mourão utilizou credenciais de terceiros para acessar sistemas restritos, incluindo bases da própria Polícia Federal, do Ministério Público e de organismos internacionais. Mensagens encontradas no telefone de Vorcaro sugerem que ele cogitou simular um assalto para agredir um jornalista que publicava reportagens críticas ao banco, mencionando “dar um pau” e “quebrar todos os dentes” do profissional.
Daniel Vorcaro foi preso novamente na última quarta-feira (4), por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi transferido, dois dias depois, para a Penitenciária Federal em Brasília, onde permanece desde a última sexta-feira (6).


