Uma mulher foi morta durante um bombardeio próximo a uma manifestação em apoio à Palestina em Teerã, conforme informado pela mídia estatal iraniana nesta sexta-feira, 13 de março de 2026.
O evento, que contou com a participação de um grande número de pessoas, ocorreu após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, convocar os cidadãos em sua primeira mensagem transmitida na televisão estatal na quinta-feira, 12 de março.
Diversas autoridades iranianas, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, estiveram presentes no ato. “Devemos agradecer a presença corajosa do povo, que respondeu ao chamado do Líder Supremo”, afirmou Pezeshkian, segundo a agência semi-oficial Tasnim.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, mais de 1.200 civis morreram no Irã, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA.
As autoridades iranianas afirmam que seus ataques têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel em países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Desde então, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã elegeu Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, filho de Ali Khamenei. Especialistas indicam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, expressou descontentamento com a escolha de Mojtaba, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que ele seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


