O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) estabeleceu um prazo de 15 dias para que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges) se manifeste sobre equipamentos hospitalares que estão inativos na UPA Ceilândia II desde 2023.
Entre os equipamentos parados estão ventiladores mecânicos e monitores cardíacos. O TCDF informa que o Iges possui um contrato de R$ 9,8 milhões com uma empresa de manutenção, que já recebeu aditivos que totalizam R$ 34 milhões. Apesar disso, as manutenções necessárias não foram realizadas.
Além disso, o tribunal apontou irregularidades nos ajustes contratuais entre o Iges e a empresa, incluindo falhas na execução dos serviços de manutenção e justificativas inadequadas da contratada para a falta de conserto dos equipamentos. Também foi mencionada a ausência de inventário e documentos obrigatórios sobre as máquinas com defeito.
Ainda segundo o TCDF, mesmo após a identificação de falhas na execução do contrato, a Secretaria de Saúde autorizou os aditivos. O documento do tribunal destaca que a empresa ampliou sua atuação para o Hospital Cidade do Sol, em Ceilândia, com aumentos nos valores dos contratos que variam de 6,35% a 28%.


