A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Minas Gerais publicou, nesta sexta-feira (13), a demissão da delegada Monah Zein no Diário Oficial do Estado. A decisão foi tomada após um processo administrativo que constatou transgressões disciplinares.
Segundo a publicação, Monah Zein estava sob suspeita de abandono de cargo, pois não retornava ao trabalho nem comparecia à perícia médica. Mensagens preocupantes em redes sociais levaram equipes da polícia e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais a verificar seu estado em seu apartamento.
Durante a abordagem, Monah Zein portava uma pistola e disparou contra quatro policiais. Ela fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais enquanto os agentes estavam no prédio. A delegada se refugiou em sua residência e foi presa em flagrante quase dois dias depois, recebendo o benefício de liberdade provisória.
Em agosto de 2024, o Ministério Público denunciou Monah Zein por tentativa de homicídio e resistência. No entanto, em julho de 2025, a Justiça de Minas Gerais decidiu que ela não deveria responder por tentativa de homicídio, considerando que não havia provas suficientes de intenção de matar. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza classificou os disparos como um “ato intimidatório” ou reflexo de um estado emocional alterado.
Com essa decisão, o caso foi enviado para uma vara criminal comum, que analisará a possível prática de outros crimes, ao invés de ser julgado pelo Tribunal do Júri, que trata de homicídio doloso.


