A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta na quinta-feira, 12 de março de 2026, sobre os riscos à saúde associados ao uso inadequado de preenchedores dérmicos, incluindo hidroxiapatita de cálcio, ácido hialurônico, PLLA (poli-L-ácido lático) e preenchedores permanentes à base de PMMA (polimetilmetacrilato).
Essas substâncias são injetáveis e classificadas como dispositivos médicos de alto e máximo risco, sendo permitida sua comercialização apenas com registro na Anvisa. A agência enfatizou que a aplicação em áreas não indicadas e em quantidades não previstas nas instruções de uso pode resultar em danos à saúde, com consequências clínicas incapacitantes ou de difícil manejo.
““A aplicação de preenchedores dérmicos em regiões anatômicas não indicadas e em quantidades não previstas nas instruções de uso dos produtos, conforme as especificações estabelecidas pelos fabricantes, pode causar danos à saúde com consequências clínicas incapacitantes ou de difícil manejo”, diz a Anvisa.”
Entre os efeitos adversos graves, a Anvisa destacou relatos de embolia pulmonar, deficiência visual temporária e permanente devido a oclusão vascular. Também foram mencionadas complicações sistêmicas, como inflamação granulomatosa, níveis elevados de cálcio no sangue, cálculo renal e insuficiência renal que pode exigir hemodiálise.
A Anvisa recomenda que os pacientes verifiquem as áreas do corpo e os volumes permitidos para a aplicação, conforme descrito nas instruções de uso do produto. Além disso, é aconselhável buscar a orientação de um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento.
Em caso de sinais ou sintomas de complicações, os pacientes devem procurar assistência profissional qualificada. A agência ressalta a importância de verificar se o produto está regularizado, se o serviço é autorizado e se o profissional é qualificado.
““É indispensável verificar se o produto está regularizado, o serviço autorizado e o profissional qualificado. É fundamental entregar o cartão de rastreabilidade do produto utilizado ao paciente e manter uma cópia no prontuário. Em caso de suspeita de evento adverso associado ao uso do produto, o problema pode ser relatado à Anvisa”, diz a agência.”
Para denunciar produtos irregulares ou fabricados por empresas não licenciadas, a Anvisa disponibiliza o sistema Fala.BR da Ouvidoria.


