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Justiça

Fux acompanha Mendonça e STF tem dois votos para manter Vorcaro preso

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 11:01
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), acompanhou André Mendonça e votou para manter Daniel Vorcaro e outros três aliados presos preventivamente. Mendonça, que é o relator do caso, foi o primeiro a se manifestar e defendeu a manutenção das prisões.

O caso está sendo analisado em sessão virtual, onde os ministros da Segunda Turma têm uma semana para registrar seus votos no sistema eletrônico do processo. Atualmente, a Segunda Turma é composta por Mendonça, Dias Toffoli, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux.

Toffoli decidiu não participar da votação, o que pode abrir margem para um empate no julgamento, beneficiando a defesa de Vorcaro. Nesse caso, o resultado pode ser a concessão de prisão domiciliar ou apenas o uso de tornozeleira eletrônica.

Vorcaro foi preso novamente no dia 4 de março, juntamente com outras três pessoas que tiveram a prisão preventiva decretada. Outras pessoas envolvidas cumprem medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Os mandados foram autorizados por Mendonça com base em uma investigação da Polícia Federal, que apontou indícios de tentativa de atrapalhar as apurações.

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Os investigadores afirmaram que os envolvidos formaram um grupo para acessar informações sigilosas e intimidar jornalistas e adversários. Mendonça mencionou indícios de acesso indevido a sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais, como a Interpol.

Um fator que pode influenciar a decisão do ministro no julgamento é que a prisão foi proferida sem o aval da PGR (Procuradoria-Geral da República). Mendonça havia concedido prazo para que o órgão se posicionasse, mas a PGR informou que o tempo era insuficiente e não emitiu parecer.

Na decisão, o ministro criticou a postura da PGR e afirmou “lamentar” que o órgão não identificou risco imediato no caso. Em resposta, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o posicionamento da PGR em casos criminais não pode ser considerado mera formalidade, e que as mensagens de Vorcaro que fundamentaram a prisão já eram antigas, não representando risco às investigações.

TAGGED:André MendonçaBanco MasterDaniel VorcaroDias ToffoliGilmar MendesInterpolJustiçaKássio Nunes MarquesLuiz FuxMinistério Público FederalPaulo GonetPolícia FederalPolíticaSupremo Tribunal Federal
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