O representante do USTR, Jamieson Greer, anunciou que o governo dos Estados Unidos pretende avançar rapidamente nas investigações comerciais abertas contra parceiros, incluindo o Brasil. O processo pode levar apenas alguns meses e resultar em medidas para responder a práticas consideradas desleais.
Em entrevista à CNBC, Greer explicou que a apuração visa avaliar se outros países adotam práticas que prejudiquem o comércio americano. Ele afirmou: “Se descobrirmos que países estiveram envolvidos em práticas comerciais injustas, podemos quantificar o dano ao nosso comércio e então tentar resolver essa questão”.
A intenção do governo americano é conduzir os processos de forma ágil. Greer declarou: “Estamos tentando nos mover muito rapidamente, em questão de meses”. As declarações surgem após os Estados Unidos abrirem uma nova investigação comercial contra o Brasil, a União Europeia e outros 58 mercados.
A apuração é baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e busca avaliar se esses países permitem a entrada de produtos feitos com trabalho forçado, o que, segundo Washington, pode representar concorrência desleal para empresas americanas.
Greer também comentou sobre a relação comercial com a China, ressaltando a importância de preservar canais de fornecimento para setores estratégicos. Ele afirmou: “Quero garantir estabilidade contínua na nossa relação com a China” e acrescentou que Washington busca assegurar o acesso a insumos críticos, como terras raras.
O representante comercial abordou ainda o reembolso de tarifas após decisões judiciais recentes contra medidas adotadas pelo governo Trump. Ele mencionou que “pagamentos de juros fazem parte do processo de reembolso de tarifas”, sem fornecer mais detalhes.
Sobre a guerra no Irã, Greer expressou a expectativa de que qualquer impacto do conflito terá “curta duração”.

