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Templo judaico na Holanda é incendiado após ataque em Michigan, EUA

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Em meio ao conflito entre a coalizão formada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, um templo judaico em Roterdã, na Holanda, foi incendiado na noite de quinta-feira, 12. A polícia local prendeu quatro jovens suspeitos do ataque nesta sexta-feira, 13.

O incêndio ocorreu um dia após um incidente em Michigan, onde um homem de 41 anos avançou com sua caminhonete contra uma sinagoga, ferindo um segurança. As autoridades alertam para o aumento do risco de ações antissemitas devido às tensões no Oriente Médio.

A polícia holandesa informou que os quatro detidos têm idades entre 17 e 19 anos. Não houve feridos no incêndio, mas o templo sofreu danos significativos. A motivação do ataque ainda não foi esclarecida, embora haja preocupações sobre um possível crime de ódio.

““Não há lugar em Roterdã para o antissemitismo, a intimidação, a violência nem o ódio contra comunidades religiosas”, afirmou a prefeita Carola Schouten.”

No incidente em Michigan, o agressor foi morto durante uma troca de tiros com a segurança da sinagoga Templo Israel. O chefe de polícia, Dale Young, relatou que o suspeito estava sozinho e que um agente químico não identificado foi encontrado em sua caminhonete.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA identificou o responsável pelo ataque como Ayman Mohamad Ghazali, um homem de origem libanesa. Ele chegou a Michigan em 2011 e se tornou cidadão americano cinco anos depois. Informações indicam que Ghazali pode ter perdido familiares em um ataque israelense ao Líbano.

A agente especial do FBI em Detroit, Jennifer Runyan, declarou que o ataque será investigado como um ato de violência direcionado à comunidade judaica. O episódio ocorre em meio à guerra entre a coalizão EUA-Israel e o Irã, que já envolve pelo menos quinze países.

Desde o início do conflito, edifícios diplomáticos dos Estados Unidos também têm sido alvo de atentados. No Canadá, o consulado americano em Toronto foi atacado a tiros, e a embaixada em Oslo, na Noruega, sofreu uma explosão investigada como possível ato de terrorismo.

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