Um servidor da prefeitura de Cascavel, no Oeste do Paraná, e um casal foram presos suspeitos de desviar óleo diesel de uma retroescavadeira do município. A prisão em flagrante ocorreu na quinta-feira (12), conforme informações da Polícia Civil (PC-PR).
Segundo a investigação, o servidor, que atua como operador de máquinas, desviou a retroescavadeira para um terreno particular, onde parte do combustível do equipamento foi retirada e armazenada.
Um vereador da cidade, que também é policial militar, flagrou a situação ao notar um desvio de rota da máquina. Ele acompanhou o trajeto e viu quando o equipamento entrou na propriedade. Testemunhas relataram que, após a entrada da máquina, uma mulher fechou o portão do local, que possuía tapumes que dificultavam a visão do exterior.
Cerca de 15 minutos depois, a retroescavadeira deixou o terreno. Dentro da propriedade, foram encontrados três galões com aproximadamente 60 litros de óleo diesel e uma mangueira suja de combustível. O vereador relatou à polícia que a máquina havia sido abastecida com cerca de 120 litros de diesel naquela mesma manhã, mas o nível do tanque estava abaixo do esperado.
Os três foram presos pelo crime de peculato, que se refere ao desvio de bens públicos por servidor. A Prefeitura de Cascavel informou que afastou o servidor de suas funções e autorizou a abertura de um processo administrativo disciplinar para investigar o caso.
Durante os depoimentos, os suspeitos apresentaram versões contraditórias sobre os acontecimentos. O dono do terreno afirmou que a esposa fechou o portão para evitar que cachorros saíssem, enquanto a mulher negou ter fechado o portão ou ter visto o servidor no local. O operador da retroescavadeira alegou que parou no terreno para buscar lenha, mas a denúncia indica que a máquina saiu vazia.
De acordo com a polícia, o casal é suspeito de permitir o uso do terreno para ocultar o combustível. O delegado apontou o operador como autor do crime de peculato-furto e o casal como partícipes, por fornecerem o local e a logística para a ocultação do combustível. Não foi arbitrada fiança, e os três permanecem à disposição da Justiça. O caso será investigado pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor).


