A Justiça manteve a prisão preventiva do síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado de matar a corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, em Caldas Novas, no sul de Goiás. A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal da comarca durante a revisão obrigatória da prisão.
Segundo a decisão judicial, não houve fatos novos que justificassem a soltura do acusado. Permanecem indícios de autoria e materialidade do crime, além do risco caso ele responda ao processo em liberdade. Cléber está preso desde 28 de janeiro de 2026 e responde pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A Justiça destacou a gravidade da conduta e a forma como o crime teria sido planejado. Há indícios de que o acusado desligou intencionalmente a energia elétrica do apartamento da vítima para atraí-la ao subsolo do prédio onde morava. Cléber teria aguardado Daiane encapuzado no local e executado a vítima com dois disparos na cabeça.
““O crime foi cometido com planejamento e violência, fatores que mostram a necessidade da prisão preventiva”, afirmou a magistrada.”
Cléber confessou ter matado a corretora e enviou áudios a funcionários do condomínio orientando como deveriam falar sobre o caso, o que pode indicar tentativa de direcionar versões. O sistema de videomonitoramento do prédio apresentou lacunas, com a entrega inicial de imagens apenas parciais, e Cléber tinha controle sobre o sistema de câmeras.
O corpo da vítima ficou oculto por mais de 40 dias, período em que familiares e autoridades realizavam buscas. Durante o cumprimento da prisão temporária, foram encontradas malas com roupas, o que pode indicar possível intenção de fuga.
A corretora Daiane Alves Sousa, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após descer ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia. Mais de 40 dias depois, Cléber foi preso pela Polícia Civil e confessou o crime, levando os investigadores até o local onde havia deixado o corpo da vítima, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.
Durante as investigações, a Polícia Civil recuperou um vídeo gravado pela própria vítima no momento do ataque, que estava no celular de Daiane, encontrado dentro de uma tubulação de esgoto do prédio. O vídeo mostra quando a corretora chega ao subsolo e é surpreendida pelo síndico, que aparece usando luvas e aguardando a vítima, indicando premeditação.


