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Justiça

Polícia Civil investiga desvio de R$ 3,1 milhões do Tocantinópolis Esporte Clube

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 11:46
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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A Polícia Civil investiga um suposto desvio de dinheiro envolvendo o Tocantinópolis Esporte Clube (TEC). O relatório da investigação revela que o atual presidente do clube, Leandro Pereira Sousa, e o ex-gestor, Wagner Pereira Novais, receberam R$ 3.147.325,00 das contas do time entre 2020 e 2024.

Na quinta-feira (12), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga o desvio de recursos públicos da Prefeitura destinados ao TEC, entre 2009 e 2021. O atual prefeito, Fabion Gomes (PL), foi alvo de buscas, assim como Leandro, Wagner e o ex-prefeito Paulo Gomes (PL).

O prefeito Fabion Gomes informou em vídeo que os pagamentos ao time foram cancelados durante sua gestão por ordem judicial, mas os repasses de gestões anteriores foram feitos com base em uma lei municipal. Wagner Novais não se manifestou sobre as buscas e os valores recebidos, e Leandro Pereira não respondeu aos contatos para comentar os valores.

Leandro Pereira, que assumiu a presidência em janeiro de 2025, afirmou que o clube não tem convênio e não recebe repasses da prefeitura desde sua posse. O ex-prefeito Paulo Gomes declarou que nenhum time do interior sobrevive sem o apoio do poder público e criticou as ações que visam enfraquecer o clube.

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O relatório policial aponta que entre as fontes de renda do TEC estavam repasses de entidades do futebol e pagamentos mensais feitos pela prefeitura. Em dezembro de 2025, uma decisão judicial suspendeu os repasses municipais e bloqueou bens do clube, do atual prefeito e do ex-prefeito.

A investigação começou após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações suspeitas envolvendo os dirigentes do time. O relatório mostra que foram realizados saques em espécie e transferências bancárias para contas pessoais dos dirigentes e de terceiros.

Wagner Pereira Novais, que ocupou cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Tocantins entre 2017 e 2019, movimentou R$ 16.945.424 entre janeiro de 2022 e 2024, com transferências de R$ 1.782.424,50 para Leandro Pereira. O atual presidente, Leandro, que é 2º sargento da Polícia Militar, recebeu R$ 1.116.200,00 entre outubro de 2023 e outubro de 2024, antes de ser eleito presidente.

A polícia também investiga saques em espécie feitos por Leandro nas contas do TEC em maio de 2025, totalizando R$ 222.552,00. A Operação 2º Tempo visa desarticular o suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao clube, que recebeu R$ 5,1 milhões da Prefeitura entre 2009 e 2021.

O relatório indica que o clube era utilizado como fachada, com falsificação de documentos para simular a legalidade das transferências. Os valores eram redistribuídos para contas pessoais e saques em espécie dificultavam o rastreamento do dinheiro.

““Atacar financeiramente o Clube é tentar enfraquecê-lo, torná-lo menos competitivo e calar uma das instituições esportivas mais relevantes do Estado”, afirmou Paulo Gomes.”

““O Tocantinópolis não tem convênio nenhum com a prefeitura municipal de Tocantinópolis”, declarou Leandro Pereira.”

TAGGED:desvioEsporteFabion GomesJustiçaLeandro Pereira SousaPaulo GomesPolícia CivilTocantinópolisTocantinópolis Esporte ClubeTocantinsWagner Pereira Novais
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