Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos aumentaram 0,4% em janeiro, superando a expectativa de 0,3%. O Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio divulgou os dados nesta sexta-feira (13). Essa taxa de crescimento é a mesma registrada em dezembro.
A inflação subjacente continua forte, e a guerra no Oriente Médio impacta a economia, levando economistas a acreditarem que o Federal Reserve não cortará a taxa de juros em breve. Os gastos dos consumidores representam mais de dois terços da atividade econômica.
Os preços da gasolina no varejo subiram mais de 20%, alcançando US$ 3,60 por galão, desde o início do conflito entre os EUA e Israel contra o Irã. Isso pode afetar o consumo, especialmente entre as famílias de alta renda, que são os principais impulsionadores dos gastos.
As famílias de baixa renda já estão reduzindo seus gastos devido ao aumento dos preços dos produtos, causado pelas tarifas sobre as importações. A inflação já era elevada antes da guerra, com o índice de preços PCE subindo 0,3% em janeiro, após um avanço de 0,4% em dezembro.
Nos 12 meses até janeiro, o PCE teve alta de 2,8%, uma leve queda em relação aos 2,9% registrados em dezembro. Excluindo alimentos e energia, o núcleo do PCE aumentou 0,4%, mantendo a mesma taxa de dezembro. Economistas esperavam essa alta de 0,4% para o núcleo do PCE em janeiro.
Em 12 meses, o núcleo subiu 3,1%, em comparação com 3,0% em dezembro. O banco central dos EUA monitora o PCE para atingir sua meta de inflação de 2%. A expectativa é de que o Fed mantenha sua taxa de juros de referência entre 3,50% e 3,75% na próxima quarta-feira (18).
Os economistas acreditam que a janela para cortes de juros está se fechando, com os mercados financeiros prevendo uma única redução este ano, em setembro.

