O laudo médico-pericial divulgado após a morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, aponta que o jovem faleceu em decorrência das agressões sofridas durante uma briga com Pedro Turra, de 19 anos, em janeiro de 2026.
O documento, ao qual foi possível ter acesso, revela que a morte foi provocada por múltiplos socos desferidos por Turra contra o lado esquerdo da cabeça de Rodrigo. As agressões resultaram em uma fratura no osso temporal e uma ruptura da artéria meníngea média, causando um acúmulo significativo de sangue entre o crânio e o cérebro.
O laudo indica que o sangramento intracraniano levou à compressão progressiva do encéfalo, seguida de edema cerebral e herniação encefálica, culminando em morte encefálica. Rodrigo Castanheira faleceu no dia 7 de fevereiro, após permanecer 16 dias internado.
A análise técnica também refutou a hipótese inicial de que a morte teria sido causada por um impacto da cabeça contra um carro ou outro objeto. Os peritos concluíram que a fratura craniana e os hematomas estavam localizados no lado esquerdo da cabeça, compatíveis com impactos diretos nessa região.
O laudo ainda destaca que imagens e vídeos analisados mostram que Rodrigo foi atingido por diversos golpes no rosto e na região do crânio durante a briga. Um familiar da vítima mencionou que há evidências de que Turra poderia ter utilizado algum tipo de proteção nas mãos, já que ele não apresentava fraturas, apesar da quantidade de socos desferidos.
O documento menciona a possibilidade de que um objeto tenha funcionado como proteção, distribuindo a força do impacto, mas ressalta que não há exame direto da mão do agressor ou laudo pericial específico sobre esse aspecto. A ausência de lesões no punho de Turra é considerada um indício relevante, mas não prova conclusiva da presença de um instrumento contundente.
O caso ocorreu no dia 24 de janeiro de 2026, quando Pedro Turra e Rodrigo Castanheira se envolveram em uma discussão após uma festa. Turra teria se irritado com um comentário da vítima sobre um chiclete que ele havia jogado para um amigo. Após o desentendimento, Turra desceu do carro e agrediu o adolescente, desferindo diversos golpes.
Durante a agressão, Rodrigo bateu a cabeça na porta de um veículo, resultando em traumatismo craniano e uma parada cardiorrespiratória que durou 12 minutos. O jovem permaneceu em coma induzido até sua morte. Turra já havia sido detido anteriormente pelo mesmo incidente, mas recebeu liberdade provisória antes da prisão preventiva ser decretada.
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga outros três casos envolvendo Pedro Turra, ocorridos em 2025, incluindo fornecimento de bebida alcoólica a menor, lesão corporal e constrangimento ilegal.


