A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) e o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) realizam, nesta sexta-feira (13), buscas em áreas de mata por três pessoas da mesma família desaparecidas em Cachoeirinha, no estado do Rio Grande do Sul.
Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, de 70 anos, não são vistos desde o fim de janeiro. As áreas de busca foram delimitadas pela investigação, incluindo uma casa na região da Vila Anair, que pertence a um familiar do suspeito.
O ex-marido de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, que é policial militar, está preso desde o dia 10 de fevereiro. As buscas contam com o auxílio de cães farejadores e maquinário para escavar o terreno. O delegado Anderson Spier informou que buscas também foram realizadas no município de Gravataí.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de feminicídio e duplo homicídio. Silvana foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro, quando fez uma publicação em uma rede social afirmando ter sofrido um acidente de trânsito ao retornar de uma viagem a Gramado, na Serra Gaúcha. No dia seguinte, ela agradeceu por orações, mas desde então seu celular está desligado e não houve novos contatos.
No dia 25 de janeiro, os pais de Silvana foram alertados por vizinhos sobre as publicações e iniciaram a procura pela filha. Eles tentaram registrar o desaparecimento em uma delegacia, mas a unidade estava fechada. Desde então, eles também não foram mais vistos. O desaparecimento de Silvana foi registrado pelo ex-marido, enquanto o dos pais foi registrado por uma sobrinha do casal.
A família é proprietária de um mercado em Cachoeirinha, que está fechado desde o desaparecimento. A Polícia Civil informou que o acidente de trânsito relatado por Silvana não ocorreu, e o carro dela foi encontrado na garagem de casa, com a chave dentro do imóvel.
Na noite do desaparecimento, imagens de uma câmera de segurança mostraram movimentação suspeita na casa de Silvana. Um carro vermelho chegou ao local por volta de 20h30 e saiu oito minutos depois. Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem, e às 23h30, outro carro chegou e ficou no local por cerca de 12 minutos.
A investigação ainda não confirmou se Silvana estava dirigindo seu próprio carro, nem identificou os motoristas dos outros veículos. A polícia não descarta a possibilidade de que os dois veículos sejam, na verdade, o mesmo carro. Laudos periciais estão sendo aguardados.
““As investigações prosseguem, com a adoção de todas as medidas cabíveis para esclarecer os fatos, identificar o modo de execução, a motivação e os eventuais responsáveis”, afirmou a PCRS.”
O desaparecimento é tratado como crime, com suspeitas de homicídio ou cárcere privado. A hipótese de sequestro foi descartada, pois não houve pedido de resgate.
Na última terça-feira (10), a Polícia Civil prendeu um homem suspeito de envolvimento no desaparecimento da família em Cachoeirinha. O suspeito é policial militar e ex-marido de Silvana Germann de Aguiar.


