O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta sexta-feira (13) a revogação do visto do assessor do governo do presidente Donald Trump, Darren Beattie. Ele planejava visitar o Brasil na próxima semana.
A decisão foi tomada considerando a omissão e o falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita durante a solicitação do visto em Washington. A assessoria do Itamaraty informou que “trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre a situação durante uma agenda no Rio de Janeiro, afirmando que Beattie só poderá entrar no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos. “Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar”, disse Lula.
Lula lembrou que, em 2025, os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha, enquanto o visto do ministro estava vencido e, portanto, não passível de cancelamento. “Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, completou o presidente.
Na quinta-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Beattie. Moraes afirmou que a visita não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está na agenda oficial que será cumprida no Brasil.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita a Bolsonaro poderia configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil. Essa declaração foi feita em ofício enviado ao ministro do STF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro havia solicitado, na última terça-feira (10), ao STF autorização para receber Beattie. No pedido, a defesa de Bolsonaro solicitou que a visita fosse realizada na próxima segunda-feira (16) ou na terça-feira (17), datas em que o assessor estaria no Brasil. Também foi solicitado o ingresso de um tradutor na prisão.


