A Polícia Civil investiga a morte da indígena Vanusa Smikadi Xerente, de 16 anos, que ocorreu no último domingo (9) após quatro dias de internação em Palmas, Tocantins.
As autoridades buscam esclarecer se a adolescente foi agredida antes de ser hospitalizada. Vanusa estava grávida e perdeu o bebê durante o tratamento. O caso está sendo acompanhado pela 69ª Delegacia de Polícia de Tocantínia, que instaurou um inquérito e aguarda a conclusão dos laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML).
A investigação começou após a Polícia Civil receber informações sobre possíveis violências que teriam ocorrido antes da internação de Vanusa. Ela deu entrada no Hospital Regional de Miracema, onde recebeu atendimento médico. Com a piora do estado de saúde e a confirmação da perda gestacional no dia 4, foi transferida para o Hospital Geral de Palmas (HGP), onde faleceu.
A Secretaria da Saúde informou que detalhes dos prontuários médicos só podem ser repassados aos familiares, respeitando normas de sigilo e proteção de dados. A pasta destacou que o atendimento prestado seguiu as diretrizes da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).
O laudo pericial do IML de Palmas é considerado uma peça central na investigação. O corpo de Vanusa foi submetido a necropsia na segunda-feira (9). A Polícia Civil comunicou que novas atualizações sobre o caso serão divulgadas apenas após a conclusão das análises técnicas. O exame de necropsia pode ajudar a comprovar a relação entre eventuais agressões, a perda gestacional e o óbito.


